Belezas naturais e histórias cheias de vida. Etnias diferentes, povos que convivem de maneira harmoniosa e trabalham juntas pelo progresso da região. Conheça um pouco dessa história, com base em registros e publicações sobre os Campos Gerais:
Os mais antigos registros de existência humana na região datam de 2500 anos a.C. Em vários municípios podem ser observadas pinturas rupestres e utensílios destes primeiros habitantes, que pertenciam ao grupo tupi-guarani. Eles ainda habitavam a região quando os portugueses vieram para o Brasil em 1500.
No século XVII, padres espanhóis da Companhia de Jesus fundaram vários pontos no Paraná com objetivo de catequizar os índios guaranis. Mas a comunidade indígena começou a sofrer grandes baixas, já que os bandeirantes portugueses os aprisionavam para servirem de escravos. A região permaneceu abandonada durante aproximadamente 100 anos, quando tribos caigangues passaram a habitar essas terras.
Entretanto, a identidade histórica e cultural da região dos Campos Gerais remonta ao século XVIII, quando, graças aos ricos pastos naturais, abundância de invernadas com boa água e relevo suave, tornou-se rota do tropeirismo do sul do Brasil. Tropas de muares e gado de abate viajavam do Rio Grande do Sul com destino aos mercados de São Paulo e Minas Gerais, passando pelos Campos Gerais.
Nessa época, os campos naturais da região tornaram-se muito disputados, e a coroa portuguesa começou a expedir cartas de sesmarias em favor de homens a ela fiéis e de prestígio político local. O ciclo do tropeirismo, que se estendeu ao início do século XX, ainda hoje tem grande influência na cultura e costumes dos Campos Gerais, cuja população preserva muitos hábitos herdados dos tropeiros.
No século XIX, começaram a chegar aos Campos Gerais os primeiros russo-alemães, que foram fundando suas colônias. Também nessa época chegaram imigrantes italianos, ucranianos, poloneses e sírio-libaneses. No início do século XX, vieram os holandeses e os japoneses, além dos alemães menonitas e russos, por incentivo do governo imperial brasileiro.
As colônias próximas à estrada de ferro puderam comercializar excedentes de produção agrícola pela ferrovia, acelerando o crescimento econômico e determinado a permanência definitiva desses imigrantes no sul do estado do Paraná, chamado de “Paraná pioneiro” ou “Paraná tradicional”. Ainda nessa época, iniciaram-se os projetos para a ligação ferroviária entre a região Sudeste e Sul do país, através de um eixo longitudinal que partiria de Itararé (São Paulo) até Santa Maria (Rio Grande do Sul). Este eixo orientou-se, em linhas gerais, no sentido dos antigos caminhos (Caminho das Tropas).
A partir daí o perfil econômico da região dos Campos Gerais começou a mudar, com a modernização da agricultura e do cooperativismo, da exploração das minas de xisto e cal, das instalações de fábricas e indústrias, como a implementação do moderno sistema viário, que transformou o transporte tradicional de muares, tropas em um sistema de ferrovias, hidrovias e rodovias.
Com isso, a paisagem passou a ser marcada por essas explorações. Apesar de toda essa mudança, ainda se encontram, principalmente no interior da região, manifestações culturais, usos e costumes, passados de geração para geração, pelos descendentes dos primeiros imigrantes, hábitos dos tropeiros, fazendeiros, caboclos, índios, entre outros que cruzaram a região.
O Museu Campos Gerais desenvolve trabalhos e atividades em prol da preservação tanto do patrimônio e da memória cultural da cidade de Ponta Grossa como dos Campos Gerais. Realiza exposições temporárias, além do seu acervo permanente, com atendimento especializado para as escolas estaduais, municipais, particulares e a comunidade em geral, proporcionando a todos os visitantes a oportunidade do resgate da memória, da imagem, da história e do patrimônio cultural da região.
Endereço: Rua Engenheiro Schamber, 654
Telefone: (42) 224-3966 (ramal 161)
Horário de Atendimento:
- Terça à sexta, das 8 às 11h30 e das 14 às 17h30
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