12/03/10
Na semana que antecede as comemorações de aniversário do município, o Departamento Cultural de Tibagi abriu suas portas para contar um pouco da história dos 138 anos de emancipação política e relembrar também os 216 anos de conquista das terras tibagianas.
A apresentação foi feita na segunda-feira (8) nas escolas dos distritos de Caetano Mendes e Alto do Amparo para turmas de 3ª e 4ª séries. Durante a semana, as escolas da sede foram ao Teatro Municipal para uma viagem no tempo e conhecer as origens da cidade. Na sexta-feira (12) será a vez dos alunos dos colégios Irênio Nascimento e Leopoldina Pedroso acompanharem a apresentação.
O trabalho é coordenado pelo Departamento Cultural através do Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Júnior. A apresentação é dividida em três partes: histórica, lendas e exibição do documentário de Ana Beje.
Nery Assunção, diretor do Museu, inicia a apresentação falando da chegada de José Felix a Tibagi. “Ele veio com a família, seu compadre Antonio Machado Ribeiro e alguns escravos e se instalaram na Fazenda Fortaleza. Muitos ataques de índios aconteciam na época”, conta Assunção despertando a curiosidade da criançada. “Anos mais tarde, Antonio Ribeiro, conhecido como Machadinho, toma posse da margem esquerda do Rio Tibagi e trata de legalizá-las. Isso no dia 28 de junho de 1794 e num ato histórico pegou terra em sua mão jogou para o alto e disse ‘posse, posse, posse’”, relata o historiador.
Em meio a causos e lendas, as crianças vão tomando conhecimento de detalhes da época e dos costumes daquele tempo. Documentário produzido a partir de uma oficina de cinema em 2009 no município contou a história de Ana Beje -irmã mais velha de Manoel das Dores e filho de Machadinho- o fundador da cidade. O documentário exibiu depoimentos e posições contraditórias sobre Ana Beje. Segundo a história, ela percorreu toda região em seu cavalo e com a imagem de Nossa Senhora dos Remédios no braço pedindo ajuda para a construção da capela à Santa. E a cada ajudante ela dizia “Mecê beje a Santa”.
No telão, imagens antigas e fatos históricos até a chegada de 2010. “É uma oportunidade de nós, tibagianos, conhecermos nossa origem. Todos gostaram muito e foi uma atividade bastante prazerosa”, destaca a coordenadora Cultural Marilene Ambrosio. Ao todo, estão programadas 14 apresentações para turmas da Rede de Educação.