17/12/09
Ponta Grossa reverteu todas as expectativas em relação à ocupação de mão-de-obra. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Emprego e Trabalho, demonstram que a cidade conseguiu um saldo positivo, nos dez primeiros meses do ano, de mais de 800 empregos. “O resultado é bastante expressivo”, registra o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, João Luiz Kovaleski. “Isso significa que o olho do furacão já passou. Acredito que Ponta Grossa em relação ao Paraná, e o Paraná em relação ao país, foi a última a sofrer os efeitos da crise global, e a primeira a superá-los. De fato, é isso mesmo: Ponta Grossa foi a última a entrar e a primeira a sair da crise”.
Depois da crise que começou no setor imobiliário dos Estados Unidos, atingiu o mercado financeiro global e depois o setor produtivo, com reflexos negativos em praticamente todos os segmentos econômicos, as estimativas em relação à força de trabalho ocupada não eram nada agradáveis: “estávamos prevendo um crescimento negativo. Isto é, havia a previsão de que o desemprego cresceria, em 2009. Mas felizmente não foi isso que aconteceu, muito pelo contrário”, registra Kovaleski.
O titular da pasta de Qualificação Profissional explica que as perspectivas ainda para este ano mudaram radicalmente: “com o final do ano e a retomada do setor industrial, que ainda é um pouco deficitário, se levarmos em conta que o melhor desempenho foi do comércio, acredito que teremos um resultado ainda mais expressivo”. Kovaleski diz ainda que a projeção de uma retomada para 2010 é efetiva: “vejo perspectivas muito boas. Temos várias empresas crescendo, como a Masisa, a Tetra Pak e a Continental, que estão aumentando sua produção em Ponta Grossa. E temos também empresas novas, que também vão atrair suas fornecedoras para a região e, com isso, alavancar novas oportunidades de emprego”. Para o secretário, “o potencial é muito bom, e o resultado de agora é extremamente animador: obtermos um saldo positivo já a partir de outubro, no ano de pior estimativa é um resultado muito expressivo”.
O secretário avalia que se forem confirmadas as expectativas da Confederação Nacional da Indústria e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo para 2010 – de crescimento na faixa de 5,5% – “teremos mo melhor ano da história”. Mas é preciso estar preparado: “temos que ser otimistas, mas também estar preparados, como ficou claro no exemplo da Crown. Cada vez mais é exigida uma resposta rápida e à altura das demandas”, analisa. Outro exemplo da preparação de Ponta Grossa, segundo Kovaleski, é o fato de que mesmo diante de um prognóstico difícil, em termos de emprego, a cidade não abandonou seus programas de formação e qualificação de mão-de-obra: “mantivemos constância em todo esse período de crise, e esse é um diferencial positivo para Ponta Grossa, sem dúvida”.
De acordo com Kovaleski, só o fato de se terminar o ano de 2009 com saldo positivo de empregos é “o melhor presente de Natal que poderíamos esperar. Estávamos, todos, prevendo crescimento negativo, e isso não está se concretizando”.
A recuperação da economia local, apesar dos revezes iniciais, e das pressões globais, também teve reflexo em outras áreas, na avaliação do secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional: “só nesta semana o nosso prefeito esteve com três ministros de Estado. Não foi à toa que o ministro do Trabalho veio pessoalmente nos oficializar a municipalização da Agência do Trabalhador. Mas ainda temos um longo caminho pela frente, e tenho a certeza de que podemos fazer melhor, no ano que vem”.