27/07/09
Dia do Fantasma
O dia 26 de julho de 2009 amanheceu sem cor.
No céu, não havia azul… nem o Sol, amarelo, se atreveu a aparecer.
Era um dia cinza, como deveria ser.
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Um dia esperado há 15 anos,
um dia que reuniu quase 10 mil pessoas no estádio,
um dia para ficar na história.
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O caminho do jogo, mais de 30 kilometros de Palmeira até o Germano,
se transformaram em um misto de tensão e redenção,
só quebrados com a chegada à vila Oficinas.
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O jogo foi um detalhe, não houve gol.
Pobres fantasmas, não houve gol… Apenas uma bola na trave que trouxe a lembrança dos últimos anos.
Mas desta vez foi diferente. Não houve gol, mas sobrou vontade e garra.
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Há 1 ano, com a derrota em Foz, alguém diria.
– “O dia que o Operário subir, vai cair um dilúvio”
Bem, caiu.
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Nesse 26 de julho de 2009, um dia frio… chuvoso… cinza… preto e branco.
Que para muitos soa como um dia triste.
Fica marcado a partir de agora como o dia mais feliz dos últimos 15 anos.
Por: Tiago Motta dos Santos