31/03/09
De acordo com dados da Autarquia Municipal de Trânsito, em 2008 aproximadamente 700 placas foram perdidas, a maioria delas danificadas, e muitas outras furtadas. Na prática, isso significa que a cada dia, duas placas foram destruídas ou furtadas, em toda a cidade.
O prejuízo não está só na necessidade de reposição das placas, mas também – e principalmente – no dano potencial aos usuários. As placas, afinal de contas, existem para orientar o trânsito e auxiliar os motoristas. Sem elas, o risco de acidentes é muito maior. Mas há o fator econômico, sempre e, como e trata de dinheiro público, é preciso ainda mais atenção: “para repor esse bem público é necessário que seja feita uma licitação, procedimento demorado”, explica o presidente da Autarquia, Edmir José de Paula, traduzindo o inconformismo diante da falta de cidadania e respeito: “quem rouba placas não está só provocando novos gastos de dinheiro que é de todos, mas desrespeitando quem precisa delas”.
O problema não está só nas placas de sinalização. Outros equipamentos públicos são atingidos com igual ou maior intensidade. Dados da Agência de Fomento Econômico de Ponta Grossa (AFEPON), que cuida do sistema de iluminação pública da cidade, apontam que, só em 2008, gastos com vandalismo ultrapassaram a casa dos R$ 90 mil. Mesmo estruturas de uso íntimo, como banheiros públicos, são destruídas num ritmo que provoca a indignação do secretário de Obras do Município, Celso Augusto Sant’Ana. A Secretaria, responsável pela administração do Complexo Ambiental, recebe seguidas solicitações para repor ou reparar diversos equipamentos, principalmente as instalações sanitárias. Vândalos não se contentam em quebrar as louças sanitárias e torneiras, mas chegam a furar os canos. De acordo com o secretário, no entanto, nenhum esforço do poder público é suficiente se não houver apoio popular: “a verdade é que as pessoas estragam mesmo. Muito. Todo dia temos relatos de peças quebradas, torneiras arrancadas e canos furados. O vandalismo, infelizmente, é uma constante. E isso demonstra a falta de respeito pelo que é de todos”.