31/12/08

É temporada do turismo de aventura em Tibagi

Fim e início de ano e época de carnaval formam a temporada dos esportes radicais na cidade; período de férias vê crescer fluxo de turistas que quer iniciar-se no turismo de aventura

Rafting é o carro-chefe do turismo de aventura em Tibagi

Rafting é o carro-chefe do turismo de aventura

A cidade que já é conhecida pela prática de diferentes esportes radicais colhe no fim e no início do ano os frutos dessa fama. Após sediar competições oficiais e ter se transformado a casa da Seleção Brasileira de Canoagem, Tibagi levou adiante a vocação para o esporte. O município organizou sua estrutura turística e oferece aos visitantes a oportunidade de se iniciarem nos esportes de aventura.

Rapel, rafting e canoagem estão entre os esportes disponíveis a qualquer dia, mas também há espaço para quem quer apenas apreciar a paisagem e respirar ar puro, sem fortes emoções, como as caminhadas e cavalgadas.

O esporte mais procurado é o rafting, praticado nas corredeiras do Rio Tibagi. Para quem aprecia de longe e tem vontade de aderir, mas ainda tem algum receio com relação ao esporte, é bom ressaltar que os guias e instrutores oferecem percursos que acompanham o nível de perigo que o cliente pode suportar.

“O rafting é o nosso carro-chefe”, afirma o francês radicado em Tibagi Alain Jourdant, proprietário de uma empresa que agenda descidas pelas corredeiras do rio e outros esportes. “Daqui a pouco mesmo (29 de dezembro) vão descer 16 pessoas e de manhã desceram quatro”, diz. O número é considerado atípico. Por esse motivo, a empresa não espera que se forme um grande grupo para descer o percurso. “A partir de duas pessoas já fazemos o percurso mais longo”. “Mas quando tem um grupo grande é mais agradável”, diz.

Para convencer os iniciantes menos ousados a perder o medo, são oferecidos três percursos, com graus de dificuldade. “Para o iniciante tem um percurso mais curto, com menos riscos de cair na água”, relata. Esse percurso tem cerca de 2 Km. O segundo mais longo tem 4 Km, enquanto o terceiro tem 6 Km e tem 1h30 de duração. Contando com o transporte até o ponto de entrada na margem do rio e a saída da água, onde o Rio Iapó deságua no Tibagi, a aventura dura 2h30 em média.

“No início, na água parada, fazemos o treinamento das manobras, ensinamos o floating (técnica para flutuar de costas nas corredeiras), para saber como se posicionar na água”, explica Jourdant. No percurso mais longo, ao final, é proporcionado um momento de recreação na água, em local mais calmo. “Depois que o mais difícil já foi, é hora de brincar”, conta.

O rapel é menos procurado, entre outros motivos porque não é feito em grupo. “O instrutor desce no máximo com dois alunos de uma vez”, explica Jourdant. É possível descer tanto na pedra como na cachoeira. O esporte é praticado no Salto Puxa-nervos.

Relax

Para quem busca menos aventuras e um contato mais tranqüilo com a natureza, é possível caminhar e cavalgar pela região. A cidade oferece os dois serviços com acompanhamento de um guia, aluguel dos animais e seguro de vida para os participantes. No percurso podem estar incluídos o Arroio da Ingrata, na entrada da cidade e o Salto Puxa-nervos. Tanto as descidas no bote quanto o rapel e a cavalgada podem ser feitos com menos de R$ 50. (foto: divulgação)