3/11/08
Iniciada em julho deste ano, a obra da Usina Hidrelétrica de Mauá é uma das prioridades do setor elétrico brasileiro e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Quando estiver pronta, em 2011, a hidrelétrica terá potência instalada de 361 megawatts — energia suficiente para atender ao consumo de aproximadamente 1 milhão de pessoas.
A Usina também servirá de ligação entre as regiões rurais de Ortigueira e Telêmaco Borba com as demais regiões do Estado, pois a barragem servirá de ponte e uma rodovia ligará os dois municípios. Empreendimento deve absorver cerca de R$ 1 bilhão em investimentos nos próximos anos. Desse total, R$ 120 milhões servirão para custear a implementação dos 34 programas previstos no Projeto Básico Ambiental da obra, destinados a atenuar e compensar os impactos negativos e a potencializar e otimizar os impactos positivos.
Autoridades do Estado do Paraná estiveram reunidas em Telêmaco Borba, na primeira quinzena deste mês, para visitação ao canteiro de obras, que fica a aproximadamente 50 quilômetros da área central. Ao lado de importantes representantes, autoridades municipais e estaduais emitiram opiniões. Acompanhe o registro sobre as primeiras impressões durante a visita técnica que contou também com o vice-prefeito eleito Edemilson Siqueira Pukanski, o vereador eleito Neri Rafael Mangoni e o secretário municipal de Governo (Gabinete), Sérgio Ubiratã Alves de Freitas.
Roberto Requião - Governador do Estado do Paraná:
Para Roberto Requião, a construção da usina é importantíssima no Paraná, para a geração de energia da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). “Isso é fundamental para o futuro do nosso Estado e para o nosso desenvolvimento econômico”. Segundo ele, a usina ainda tem uma valorização econômica durante o período de construção. Quanto à perda ecológica, ele assegura que a intenção é que se encontre um ponto de equilíbrio. “Não existe usina sem uma perda ecológica. Nós temos que equilibrar isso. É a valorização econômica da Copel e do Estado do Paraná, daí sim, é significativa, extraordinariamente positiva, pensando globalmente nos interesses do Paraná e da sua gente”. Roberto Requião
Rubens Ghilardi - Diretor presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel):
Rubens Ghilardi lembra que a obra foi licitada pelo Governo Federal, a Copel se habilitou e ganhou a licitação. “Para nós, é um momento de disponibilidade de energia para atender o Paraná e o Brasil. E, para a região, a participação da Copel é muito mais saudável do que a participação de uma empresa estrangeira. A nossa preocupação com o meio ambiente, com a preservação, com todos os cuidados que devem ter, vão ser feitos. Seremos cobrados pela população, por isso não nos preocupamos, já estamos fazendo tudo o que é devido”, garantiu. Ghilardi ainda disse que a população de Telêmaco Borba e região ganham não só na construção da usina, porque, depois de pronta, haverá royalties pela utilização da usina, que os dois municípios vão receber (Telêmaco Borba e Ortigueira). Ele reafirmou que o meio-ambiente será enfocado, garantindo que a Copel vai reflorestar toda a área que for desmatada, quatro vezes mais do que é hoje. “Vai ter um ganho ambiental e não uma perda ambiental”, disse.
Joel Malucelli - Presidente do Grupo JMalucelli – construtora responsável pela obra:
Uma obra de grandeza. Essa é a avaliação de Joel Malucelli, presidente do Grupo JMalucelli – construtora responsável pelo empreendimento. Ele considerou que é a obra mais importante do Governo Requião. “É a maior obra do Governo e nós nos sentimos honrados porque tivemos a capacidade de oferecer preço muito justo, a Copel ganhou em leilão público o fornecimento dessa energia. Nós, como uma empresa paranaense, nos sentimos honrados em poder fazer uma obra desse vulto, uma obra que vai gerar energia para um milhão de pessoas e uma empresa paranaense, trabalhando aqui, em Telêmaco, no Paraná, investindo… sem dúvida, na história da nossa construtora, é a obra mais importante”. Hoje, cerca de 850 operários já estão nos postos de trabalho. No pico da obra, a previsão gira em 3.500 pessoas. Serão 42 meses de execução de tarefas. Joel Malucelli adiantou que, por sua determinação, o Departamento de Recursos Humanos deve priorizar contratação de mão-de-obra local e regional.
Mais trabalho
“A nossa idéia é termos um departamento de RH já em Telêmaco Borba para que possamos usar a mão de obra do município, certamente, o povo daqui terá preferência”, assegurou. Além disso, ele destacou outros benefícios à comunidade, como arrecadação municipal do ISS (Imposto Sobre Serviços). “O município e a comunidade ganham, pois esse empreendimento marca Telêmaco Borba, o Paraná e o Brasil”, finalizou o presidente do Grupo JMalucelli.
Eros Danilo Araújo - Prefeito reeleito de Telêmaco Borba:
Na análise do prefeito reeleito de Telêmaco Borba, Eros Danilo Araújo, o município está grato pelo investimento do Consórcio da Eletrosul, da Copel, e pela escolha. Eros enfatizou uma série de itens, especialmente de aspectos ambientais, que também têm que ser priorizados. “Daí sim, penso que ganha a comunidade, que cresce na perspectiva em que o investimento suscita e pede mais investimentos paralelos. Telêmaco sente-se privilegiada no contexto regional e até do Estado por receber o empreendimento que gera oportunidades de emprego, de trabalho, de renda para trabalhadores da nossa comunidade”. Ele considerou bem-vindo o empreendimento, parabenizou a Copel, a Eletrosul, o Estado do Paraná, e a Telêmaco por extensão. “Por fazer parte deste conjunto de ações que vão trazer progresso e desenvolvimento para a nossa região”, atestou o prefeito.
Sérgio Luiz Lamy - Superintende geral do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul:
Sérgio Luiz Lamy, superintende geral do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, falou de vários benefícios municipais, do ponto de vista de recolhimento de impostos (ISS). Em seguida, citou a etapa de produção da usina, depois de pronta, a participação financeira dos municípios que muita gente chama de royalties, além da melhoria da cota parte do município na arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias), tudo podendo ser revertido em obras sociais, além dos programas ambientais. “Têm bastantes programas ambientais que tendem a ajudar a melhorar as condições do município”, reafirmou. Lamy disse que a comunidade de Telêmaco Borba pode ficar tranqüila, que não vai ser prejudicada. “Eu tenho certeza que vai melhorar a situação da comunidade, além da geração de empregos, evidentemente”, concluiu.