31/10/08

Carambeí envia projeto pela guarda responsável de cães

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Hoje não se sabe quantos cães vivem em Carambeí, mas o projeto, de acordo com a veterinária, prevê a realização deste censo. “Será importante até para basearmos nossas ações”, explica. No Paraná, a estimativa é de que existam quatro pessoas para cada cachorro.

A maior preocupação em relação aos cães é o número de acidentes com mordedura. Segundo Andressa, no ano passado, 60 pessoas foram atacadas no município, 13 delas no bairro Boqueirão – o mais problemático. Ela conta que muitos proprietários deixam seus animais saírem às ruas e, em caso de acidentes, é difícil alguém se responsabilizar. “Os cachorros atacam crianças e é muito perigoso, não só pelo risco de raiva ou outras zoonoses, mas também pelos ferimentos”, afirma. “A pessoa precisa analisar se vai poder cuidar do cão, para que não aconteça de pegá-lo e logo depois se desfazer dele, jogando-o na rua”, comenta, citando que o projeto prevê a identificação dos animais. “Assim o dono poderá ser penalizado em caso de acidentes”, acrescenta a veterinária.

De acordo com Andressa, há previsão de castrar os cachorros, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estudos mostram que a eutanásia não resolve o problema, porque os animais continuam se reproduzindo. A castração é a que tem obtido mais sucesso”, garante. Segundo ela, além de reduzir a população canina, a prática promove bem-estar ao animal.

Andressa conta que buscou modelos de outros municípios para criar o Guarda Responsável. Ela diz que em São Paulo o projeto está bem avançado e Ponta Grossa, Curitiba e São José dos Pinhais também estão planejando essas ações. “Nosso projeto está baseado no respeito ao animal, no direito de propriedade do cidadão e na questão econômica do município”, finaliza.