25/07/08

Carambeí terá casa-lar para menores em situação de risco

A partir do próximo ano, Carambeí contará com um abrigo para crianças e adolescentes vítimas de algum tipo de violência. Com investimento total de cerca de R$ 100 mil, está sendo construída na Avenida das Flores uma Casa-lar. Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Arina Kuipers Aardoom, as obras devem terminar até o final do ano e as atividades estão previstas para começar em 2009.

De acordo com a secretária, o Fundo Estadual da Infância e Adolescência (FIA) liberou R$ 38.200 e o restante dos recursos para as obras saiu dos cofres municipais. Ela conta que a Prefeitura já deu início à aquisição do mobiliário e dos materiais de consumo, como panelas, equipamentos eletrônicos e roupas de cama. O local terá cinco quartos, cozinha, banheiro e demais dependências.

Arina revela que o abrigo terá dez vagas para crianças e adolescentes de zero a 18 anos, de ambos os sexos. Atualmente o município mantém convênio de prestação de serviços com instituições de outras cidades, para onde são encaminhados os meninos e meninas em situação de risco pessoal e/ou social. Segundo a secretária, hoje oito crianças estão em abrigos. “É necessária a capacitação permanente dos evolvidos com o trabalho, para que a destinação para o abrigo seja excepcional, o último recurso”, diz.

Quem atenderá às crianças na casa-lar é uma mãe-social, profissional a ser indicada por entidades assistenciais do município. “O local servirá de apoio à criança que precisa ser retirada do lar”, diz Arina. Não há tempo mínimo nem máximo determinado para o menino ou a menina permanecer na instituição, e durante o período em que ficar, segundo a secretária, terá acompanhamento terapêutico com psicólogo e assistente social e irá à escola.

CASOS – Arina considera alto o número de crianças e adolescentes envolvidos em situações de risco no município. Levantamento feito pela Secretaria de Assistência Social mostra que mais de 180 menores foram acompanhados pelas ações da pasta no primeiro semestre deste ano.
De acordo com a secretária, 70% dos casos de violência contra meninos e meninas envolvem a família. E são vários os tipos de violência como física e psicológica, mas a maioria, segundo ela, é sexual.

SERVIÇO – Qualquer tipo de violência contra criança ou adolescente deve ser denunciada. Para isso, as pessoas podem ligar para os números 100 (Disque-denúncia nacional), 181 (Disque-denúncia da Polícia Militar local) ou 3915-1102 (Conselho Tutelar). O denunciante não precisa se identificar.