15/07/08
O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Valter Bianchini, está discutindo com representantes do setor a necessidade de definir políticas públicas para fortalecer a cadeia produtiva do leite no Estado. A preocupação é inserir o Paraná no mercado nacional e internacional de leite, em benefício dos produtores e das indústrias instaladas no Estado. A proposta apresentada foi a realização de oficinas regionais para captar projetos e propostas das bases. O resultado será debatido num amplo seminário onde serão discutidas as políticas públicas a serem fomentadas pelo Governo para toda a cadeia do leite.
Para esse debate, o secretário Valter Bianchini reuniu-se nesta terça-feira (15) com o presidente do Sindicato da Indústria do Leite, Wilson Thiensen, o diretor-executivo da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná, Ademir Muller, o representante da Comissão de Pecuária de Leite da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) Ronei Volpi, e o presidente do Instituto Emater de Extensão Rural, Arnaldo Bandeira.
Ficou definido que a Emater irá promover as reuniões regionais, com a participação de todas as entidades presentes na reunião com o secretário, nos municípios de Pato Branco, Toledo, Laranjeiras, Ponta Grossa, Santo Antonio da Platina e Londrina. Os temas que serão explorados são a produção, assistência técnica, qualidade, organização, comercialização e industrialização, devendo ser apresentadas propostas em cada um deles.
A estratégia é tirar dessas reuniões a formulação de uma política que contemple todas as instituições do governo e da iniciativa privada. Segundo Bianchini, o governo do Paraná já patrocina uma série de políticas em apoio à produção de leite através das pesquisas do Iapar, extensão rural da Emater e preocupação com a qualidade com os serviços da Coordenadoria do Leite e Gestão Estratégia para a Cadeia Produtiva do Leite, com recursos do Fundo Paraná da Secretaria de Ciência e Tecnologia.
“Nosso compromisso é que o Estado articule com os parceiros da iniciativa privada para responder as expectativas da cadeia de leite para que o Estado possa se credenciar no mercado nacional e internacional”, argumentou o diretor-geral da Secretaria, Herlon de Almeida. Na reunião, foi agregada outra preocupação, cujo tema já está contemplado nas reuniões regionais que são os rumos da agroindústria láctea no Paraná.
Para Ronei Volpi, o maior gargalo da cadeia é saber os investimentos da indústria, se ela terá fôlego para retirar a produção de leite do Estado e destiná-la aos mercados. Segundo Bianchini, as oficinas regionais irão discutir qual o modelo de industrialização que se quer para o Estado e a preocupação é acordar as regras do jogo com a iniciativa privada e manter em equilíbrio a competição com a Agricultura Familiar.
O Paraná conta hoje com cerca de 118 mil produtores de leite, sendo 110 mil da Agricultura Familiar e 8 mil são empresários do leite. O Estado é o segundo maior produtor de leite do País, com uma produção anual de 2,8 bilhões de litros por ano.