17/06/08
Nesta terça-feira (17), o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), acompanhado do deputado Jocelito Canto, entregou oficialmente o relatório final para a reabertura do curso de medicina ao governador do Estado, Roberto Requião. Durante o almoço, também estiveram presentes o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão e a Secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Lygia Lumina Pupatto, o governador recebeu o documento, que logo foi encaminhado para avaliação técnica da Seti. O trâmite do projeto deverá durar aproximadamente dez dias. Depois disso, a proposta segue ao governo do estado para aprovação final. Caso tudo transcorra dentro do previsto, a UEPG deve oferecer 40 vagas para o curso de Medicina no Vestibular de Verão - 2009, que acontecerá em dezembro desse ano.
Com a entrega do relatório, a UEPG aguarda, a partir de agora, o parecer da Seti e a autorização do governo do Estado para poder proceder com os trâmites internos de reabertura de curso. De acordo com o reitor, esse resultado, que é fruto do trabalho da comissão interna de estudos para a viabilização do curso, é um grande passo para o retorno da Medicina para a universidade. “Tanto o governador quanto a Secretária manifestaram satisfação com a proposta apresentada pela comissão”, comentou João Carlos, que considera esta etapa como mais um êxito da UEPG, em busca de se reafirmar como referência em ensino dentro do Estado. Na oportunidade, o ministro Temporão manifestou apoio ao retorno curso de Medicina, pois lembrou que a universidade pública tem muito a oferecer a sua comunidade de abrangência, especialmente por cumprir as exigências que o Ministério da Educação apresenta para garantir a qualidade da formação dos profissionais da área médica.
Para o reitor João Carlos Gomes, muito do otimismo em torno do retorno do curso de Medicina, demonstrado inclusive pela boa receptividade da secretária e do governador, se deve aos maciços investimentos que têm sido feitos na área da saúde dentro da UEPG. Apenas o Hospital Regional, que já está em fase de acabamento, tem um custo de R$ 30 milhões, entre obras e equipamentos. Para o funcionamento do curso, 26 laboratórios serão necessários, dos quais 20 estão prontos, dois precisam de reformas pontuais e quatro ainda terão de ser construídos. A previsão atual é de que, no decorrer dos seis anos em que a primeira turma será formada, R$ 12 milhões serão investidos em despesas com atualização da biblioteca (cujas obras da primeira série já estão todas compradas), material de custeio e pessoal. Ao final dos seis anos da primeira formação, 95 professores trabalharão diretamente com o curso.
Segundo o professor João Carlos, a universidade entra em um novo momento de sua história com a implementação do projeto de retorno do curso de Medicina. “O setor de saúde da universidade, que já completou 50 anos, terá um motivo ainda maior para aumentar sua integração com a comunidade”, considera.