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    30/04/08

    Vacinação contra aftosa vai até 20 de maio do Paraná

    Começou em todo o Paraná a campanha estadual de vacinação contra febre aftosa. A campanha inicia no momento em que a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) está prestes a restituir ao Estado o reconhecimento internacional de área livre da doença com a vacinação do gado nos próximos dias. O status foi perdido em outubro de 2005 quando ocorreu a suspeita de febre aftosa no Paraná.

    Diante dessa expectativa, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) convida todos os parceiros - entre produtores rurais, prefeituras, cooperativas, sindicatos rurais patronais e de trabalhadores - a contribuírem com o governo do Estado no esforço de atingir a meta de vacinar 100% do rebanho bovino e bubalino. O rebanho paranaense é estimado em 9,5 milhões de cabeças e está presente em 215 mil propriedades das 373 mil existentes em todo o Estado.

    O diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria da Agricultura, Silmar Bürer, representou o secretário Valter Bianchini no lançamento oficial da campanha, que ocorreu nesta quarta-feira (30) em Cascavel, no Oeste do Estado. Segundo ele, a comissão científica da OIE está reunida desde terça-feira (29) em Paris para avaliar a documentação enviada pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento referente à sanidade animal do Paraná e de mais 10 estados brasileiros, além do Distrito Federal.

    De acordo com o Departamento de Fiscalização da Seab, haverá vacinação acompanhada de técnicos em cerca de 2.700 propriedades existentes ao longo da fronteira do Paraná com a Argentina, Paraguai e o Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma área que abrange desde o município de Barracão, fronteira com a Argentina, até Marilena, divisa com o Mato Grosso do Sul, onde técnicos da Seab e representantes de prefeituras, cooperativas e sindicatos irão a todas as propriedades para fazer a vacinação nos animais.

    Nas demais regiões, Bürer recorre à conscientização dos criadores para que não deixem de imunizar seus animais. Inclusive faz um apelo para que os médios e grandes criadores ajudem vizinhos que têm poucas cabeças de gado ma orientação sobre a vacina. “O importante é não descuidar e um ajudar o outro”, destacou.